terça-feira, 19 de junho de 2012

Presidente Dilma, afirma que a Rio + 20 é uma vitória!

A presidente Dilma Rousseff afirmou no México que a aprovação nesta terça-feira do rascunho final da Rio+20 "é um grande avanço e uma vitória". Porém o texto foi considerado fraco por ativistas e parte dos delegados internacionais.
O documento foi votado por representantes dos países participantes após negociação encabeçada pelo Brasil. Ele ainda deve ser aprovado pelos chefes de Estado até sexta-feira.
"Ninguém naquela sala ficou feliz ao aprovar aquele texto. Ele é muito fraco e todos sabiam disso", escreveu o comissário da União Europeia para mudanças climáticas, Connie Hedegaard, em sua conta no Twitter.
"Nós estamos fazendo o documento possível entre os diferentes países e as diferentes visões do processo relativo à questão ambiental", afirmou Dilma.
De acordo com ela, algumas delegações pretendiam sair da Rio+20 com objetivos de desenvolvimento sustentável definidos. Já outras defendiam uma discussão mais ampla e democrática sobre o tema.
Essas metas de desenvolvimento sustentável deveriam substituir os Objetivos do Milênio, que expiram em 2015.
Para a presidente brasileira, as divergências sobre a questão das contribuições financeiras também dificultaram o processo. Detalhes sobre repasses financeiros e a criação de um fundo sobre desenvolvimento sustentável acabaram excluídos do rascunho.
"Não é fácil construir um consenso. Você vê que é difícil construir um consenso entre 17 países (sobre a crise da zona do euro). Nós estamos falando de 191 (países signatários do documento). Então nós temos que comemorar sim, como uma vitória do Brasil", disse Dilma.

Atualizado em  19 de junho, 2012 - 18:38 (Brasília) 21:38 GMT

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Servern Suzuki tinha 12 anos quando palestrou em nome de uma ONG Canadense durante a RIO 92, com a ideia de explicar para as autoridades mundiais... "que as mudanças deveriam de vir de cada um".

Severn Suzuki, com o filho: 20 anos depois do discurso que marcou a Rio 92, a canadense diz esperar que dessa vez a sociedade civil consiga se organizar para tomar as rédeas do que está por vir.

Aos 32 anos, com com um filho de dois anos e um bebê de quase três meses, atualmente, trabalha a maior parte do tempo em casa,  e sai para gravar o programa de televisão local que apresenta, sobre sustentabilidade, e fica com os dois filhos o máximo de tempo que pode. Mora com eles e o marido na ilha de Queen Charlotte, ao Norte do Canadá, numa vila que só tem mil habitantes. É ali o próprio laboratório de Severn, que hoje é Mestra em Biologia Evolutiva, que Ela volta os olhos para os ecossistemas e as possibilidades de vida mais sustentáveis.